Diversos

Tem a chance? Vá fundo!

Hoje o texto vai ser um pouco diferente. Vou contar uma história de um conhecido que preferiu não se identificar, mas autorizou eu compartilhar com vocês.

Ele tem a fama de mulherengo, é bonito, olhos claros, moreno, educado, gentil e tem uma lábia e tanto para levar qualquer mulher para a cama. Um dia ele decidiu mudar e sossegar um pouco. As baladas foram perdendo a graça, os barzinhos com os amigos ainda eram legais, mas sentia que faltava alguma coisa. Idas ao shopping já não tinham  mais graça de ir sozinho, comprar uma roupa e sair fora. Sentia que faltava alguma presença ali.

Desde adolescente era conhecido como o pegador, toda menina queria um beijo dele e todas faziam de tudo para ele se apaixonar. Mas o coração era duro, não queria nada sério, só queria zoar e contar para os amigos quantas “pegou” na noite.

Aconteceu que o tempo foi passando, as responsabilidades foram surgindo, a vida passou a cobrar e como todos nós, as fases foram mudando. No meio do caminho ele conheceu uma mulher muito especial, nova, sonhadora e que estava precisando de alguém que desse colo, amor, carinho e atenção.

Os dois passaram a conviver bastante, fizeram viagens, iam a festas, casamentos e ocasiões especiais juntos. Quando viram estavam apegados, porém não assumidos oficialmente. Isso estava bom e gostoso para ambos, até que um dia a moça resolveu falar o que estava sentindo. Ele não esperava e se assustou. Fugiu da situação, preferiu se afastar por simplesmente ter medo de se envolver ou assumir algo mais sério. Mas na verdade era apenas rotular um relacionamento que já estava sério de certa forma. O problema era que ele continuava com os aplicativos de relacionamentos, “contatinhos” no whatsapp e tudo mais.

Perguntei a ele o motivo de não encarar a oportunidade de sossegar, já que sentia falta de uma presença do seu lado. Ele me disse que no fundo não queria largar a vida de solteiro, falar com quantas ele quisesse sem culpa e que isso falava mais alto no coração dele. Eu fiquei muda no telefone, pois não entendi e perguntei de novo. A resposta foi que ele também estava apaixonado pela moça, mas não sabia ser um namorado, tinha medo de não corresponder às expectativas.

E eu que adoro ouvir histórias e dar conselhos quando permitido, falei que ele estava perdendo uma chance de ser feliz, de arriscar e cair de cabeça. Se estava tão bom, por que não continuar? O telefone ficou mudo do outro lado, ouvi um suspiro e um tímido “obrigado, vou tentar”.

Ele ainda não está namorando com a moça e os dois ficam nesse joguinho de quem evita mais o outro para ver quem sente falta primeiro. Que besteira essa coisa toda de não arriscar!

Arrisque-se, viva! A vida é uma só. Não desperdice a felicidade!

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